
Resumo do artigo de autoria de Ademir de Oliveira Costa Júnior Advogado
O artigo elaborado por Ademir Oliveira conta todos os fatos que levou ao caos aéreo e procura analisar de forma a definir o problema da responsabilidade civil das empresas de aviação diante dos constantes problemas causados aos passageiros decorrentes da crise do setor aéreo no Brasil. O problema no seu artigo é tratado, sobretudo à luz da Constituição Federal de 1988, do Código Brasileiro de Aeronáutica e do Código de Defesa do Consumidor. Ele parte da idéia de que o passageiro que pagou por um bilhete de passagem aérea, com todos os encargos sobre ele incidentes, não pode receber o tratamento que lhes vem sendo dispensado. Ele procura esclarecer em quais hipóteses poderá ser responsabilizada a União e em quais situações o dever de indenizar caberá às companhias aéreas, definindo-se, conforme a situação, a competência da Justiça Federal ou Estadual.
http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=10080 ou http://sisnet.aduaneiras.com.br/lex/doutrinas/arquivos/200707.pdf
Essa história de “crise aérea”, “apagão aereo” começou depois daquele triste acidente com um avião da Gol, que matou 154 pessoas em setembro do ano passado. Desde a tragédia, os controladores (as pessoas responsáveis por controlar todos os pousos e decolagens que acontecem nos aeroportos do Brasil) começaram uma operação chamada de "padrão" - que é uma forma de protesto - controlando apenas 14 vôos por vez, com o objetivo de chamar a atenção do país para o problema grave que enfrentam há muito tempo: falta de pessoal (profissionais) para controlar a enorme quantidade de aviões que cruzam o céu do Brasil todos os dias, dia e noite. Segundo as notícias, os profissionais alegam cansaço, salários baixos e muita tensão no dia-a-dia.
Cinco cabeças premiadas já rolaram por conta da crise aérea escancarada depois da morte de 353 pessoas em dois trágicos acidentes nos últimos 11 meses: foram substituídos o ministro da Defesa, o presidente da Infraero e dois diretores da Anac renunciaram ao mandato. As investigações em curso no Parlamento, desde abril passado, apontam para uma conjugação de fatores da crise: entre outros, os investimentos insuficientes em segurança no ar e na terra e a forte influência do duopólio Tam/Gol que coloca o lucro na frente do conforto e segurança dos passageiros.
A situação se arrasta há meses, sem que se vislumbre uma solução definitiva para a crise aérea brasileira. Os setores envolvidos - governo e sociedade civil, como o Comando da Aeronáutica, companhias aéreas, líderes sindicais de controladores de tráfego aéreo, parlamentares etc - se atém à troca de acusações, enquanto os passageiros amargam cancelamentos e atrasos excessivos em vôos, passando por toda sorte de situações desagradáveis. Além disso, essas divergências de opiniões só levantam dúvidas sobre a segurança do transporte aéreo no país.
Mas eu me pergunto porque se fala muito em “crise aérea” e ninguém toca no assunto da qualidade dos outros sistemas de transporte sem falar nas estradas brasileiras? Será porque?
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Proposição
Portanto acredito que a única solução plausível para sanarmos a crise é a melhoria da infra-estrutura aeroportuária com investimentos em tecnologia (radares, sistema de navegação, torres de controles modernas, equipamentos de comunicação eficazes, etc) além da construção de novos aeroportos maiores e mais modernos (para atender o emergente crescimento do setor) e reformas em aeroportos construídos na década de 30; época em que voavam aviões de pequeno porte que não necessitavam de pistas longas, além disso, deveria ser feita uma reengenharia de tráfego para distribuir melhor a carga entre os aeroportos brasileiros. pistas maiores e com área de escape. Além do fato de coibir o crescimento populacional e a especulação imobiliária através das edificações nas imediações dos aeroportos a fim de evitar acidentes desnecessários.
Mas o assunto não deve parar por ai (melhoria da infra-estrutura do setor aéreo) porque isso beneficiaria apenas uma pequena parcela da população (a“elite”) que utiliza esse meio de transporte para se deslocar sendo que a grande maioria (o resto da população) utiliza outros meios de transportes (ônibus, carros, trens, metros, etc). Se faz necessário num país com dimensões continentais, a fim de promover o crescimento de sua economia, um sistema de transporte eficiente e seguro. Por isso não se pode esquecer das estradas (que estão esburacadas), dos poucos e precários vagões de trens e metrôs que não dão contam de atender a população.
Em suma a solução é uma questão de gestão e vontade política por parte dos governantes no sentido de promoverem as melhorias necessárias (infra-estrutura) nos diversos sistemas de transportes do pais.
Caso isso não aconteça a única solução será “relaxar e gozar”, mas gozar bem gosto para suportar essa situação.
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